segunda-feira, 22 de novembro de 2010

TEATRO

Dica para o final de semana:


(cata)DORES DE PAPEL - Texto de Plínio Marcos

Espetáculo que apresenta um recorte de um "submundo" muitas vezes esquecido pelo todo. Onde há o explorador e o explorado, em uma dura realidade daqueles que vivem a margem de uma sociedade onde o esperto se dá melhor, onde o poder, a pobreza e a desigualdade do país se destacam. A dura rotina de pessoas que vivem nas ruas sem um lugar para voltar, sem perspectiva de um futuro. Enfrentam o corre-corre da cidade e todos os problemas sociais. Tudo leva para o cansaço e a vontade de enfrentar a situação de frente, em um determinado momento - em que decidem que é hora de agir e virar o jogo - se unem e tentam acabar com aquilo que os sufocam. É no meio dessa "batalha" que tudo acontece, no decorrer da história muitas coisas se passam revelando um final surpreendente, onde precisam lutar não só contra eles mesmo mas sim contra todas as coisas ameaçadoras presentes no caos urbano.

Dias: 26 (sexta-feira) 21h00
27 (sábado) 18h30 e 21h00
28 (domingo) 18h30 e 21h00
No Teatro Edson D'Ávila (anexo ao Teatro Lala Schneider)
Ingressos na bilheteria do Lala
Gênero: Drama
Duração: 70'

Elenco:

Sérgio Luiz - Berrão
José Castro - Coco
Mayara Bonde - Nhanha
Ana Paula Prestes -
Rhaiana Ferreira - Nica
Geilson de Souza - Frido
Mari Mayrhofer - Chicona
Lucas Cardoso - Tião
Michele Bonde - Maria-Vai
Mabel Semaan - Noca
Caroline Socodolski - Poquinha
Nanda Delgobo - Bichada

Adaptação e Direção: Rogério Bozza

Opinião de quem faz a peça:

"Ter a oportunidade de montar um texto de Plínio Marcos é muito gratificante para todo o elenco. Não dá pra ter medo ou pudor nenhum quando se trata de mostrar a realidade nua e crua. O texto vai bem no ponto adormecido das pessoas, que geralmente não estão acostumados a ver tamanhas injustiças e conflitos de rua, é um texto bastante forte, que de tão real parece até exagero, mas que no fundo, cada um sabe que tudo ali representado acontece não muito longe de seus olhos" - Ana Paula Prestes - 19 anos.

Opinião de quem assiste a peça:

"Sai do teatro "chocada", olhos cheios de lágrimas e assustada de como o mundo pode ser cruel. Foi pra mim, mais do que tudo, uma peça reflexiva, que me fez pensar na vida de um outro que passa geralmente despercebido. Nunca mais olharei os catadores de papel com os mesmos olhos, na verdade, a gente mesmo passa a se perceber de um modo diferente depois que assiste. Os atores estão muito bem em cena e passam a mensagem de maneira intensa. É "pancada", a linguagem usada é totalmente real, sem nenhum artifício, como deve ser, vale a pena assistir" - Letícia Gomes - 31 anos.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fotografia.


Já pensou em conseguir ver as melhores fotografias tiradas ao redor do mundo?


Diversas formas de visão ficam congeladas e se transformam em uma foto cheia de criatividade, verdade e detalhes que dizem muito, assim, basta uma câmera na mão, um pouco de técnica e muita vontade de fazer que os outros vejam o que muitas vezes não se vê.

Milhares de fotos são postadas no flickr, sejam por fotógrafos profissionais ou amadores. O blog http://fotografia.blogspot.com reúne muitas dessas fotos, fazendo um arquivo com muitas fotos interessantíssimas, cheias de impacto visual, e maneiras diferentes de externar sentimentos.

É ótimo que tenha alguém que consiga achar diversas fotos de diversas pessoas diferentes e que de uma maneira simples organize tudo de uma forma que facilite a visualização.
São informações visuais, que podem entreter por horas quem é fã de uma boa fotografia.
Lá pode-se encontrar fotos de natureza, pessoas, momentos, animais, fotos jornalísticas e muito mais.

#fikdik

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O poeta exagerado.

"aquele garoto que ia mudar o mundo, mudar o mundo"


Símbolo de uma geração, um cantor que aos poucos conquistava seu legado dentro do universo musical do Brasil na década de 80, um rebelde exagerado, uma pessoa que colocava toda sua atitude e vida em letras bem construídas e cheias de intensidade, um poeta irreverente, uma força querendo gritar sobre forças, fraquezas dores e amores, esse foi - e ainda é - Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza.
Foi aos poucos que descobriu a paixão pela música como uma maneira de expor suas causas e conflitos. Antes de se tornar o cantor, Cazuza havia tentado fazer várias coisas, trabalhou em gravadoras como a som livre e interessou-se por fotografia e peças teatrais - demonstrando que sua alma desde o principio foi uma alma artística - mas foi cantando que realmente conseguiu descobrir-se. Com suas músicas recheadas de ritmos como blues, baladas e rocks juvenis causou grande impacto. Suas letras cheias de audácias, versos contemplando paixões e a acidez de um tempo mais duro, de solidões, ausências, mostrando as próprias dores que um país inteiro carregava. Teve CDs gravados inicialmente com a banda Barão Vermelho e depois em carreira solo, suas músicas de sucessos foram "Ideologia", "Bete balanço", "Todo o amor que houver nessa vida", "Codinome Beija-flor", "Exagerado", "O tempo não pára" entre outras. Marcando assim como uma figura inesquecível e inconfundível, tanto por sua música quanto por sua personalidade tão a flor da pele.
Misturado com uma dose qualquer de bebida, gritos afinados, amores passageiros e uma vida breve, o que se deve saber é que sua música é eterna e atemporal, pois a verdade contida nelas fazem cada vez mais sentido.
Tornou-se então essa mistura interessante, fixando-se até hoje em dia como o maior poeta do rock nacional, e mais do que isso, tornou-se um ícone da época, e quebrando barreiras ainda alimenta o cenário musical com suas referências.
Morreu em 1990 de AIDS no Rio de Janeiro, mas continua intacto na memória de quem ouve suas músicas e sofre e sorri através de sua voz imortalizada.



Para ter uma ideia de como Cazuza agia e o que o levou a ser o que foi uma boa dica é assistir o filme dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho em 2004: "Cazuza - O tempo não pára", mostrando a trajetória profissional e pessoal de Cazuza (interpretado por Daniel de Oliveira), além de seu comportamente transgressor e sua coragem de continuar e cantar a vida.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Refletindo sobre o virtual



Com base no capítulo “pensar a internet” escrito por Dominique Wolton do livro “A Genealogia do Virtual” (http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/famecos/article/viewFile/280/213)

e no texto “Comunicação convergente e os mitos da nova tecnologia” escrito por Gustavo Schor (http://webinsider.uol.com.br/2010/08/09/a-comunicacao-convergente-e-os-mitos-da-nova-tecnologia/)

Um mar de conexões invisíveis ligam uma pessoa a outra dentro de um “mundo” chamado virtual, interagindo entre elas e também com uma porção de informações. Mas até que ponto isso é bom? Tendo em vista que o ser humano necessita de relações reais, como o toque, o olhar e a própria conversa presente, a internet pode afastar o prazer de estar junto fisicamente. Enquanto a tecnologia avança e trás cada vez mais as pessoas para o espaço virtual a relação real pode perder força no exato momento em que é necessário usar da imaginação para estabelecer um contato, assim como pode fortalecer exatamente pelo mesmo motivo.
Por um lado, enquanto cria uma forma de liberdade de expressões e facilidade de se expressar, a internet também trás os ruídos de comunicação, que podem gerar grandes dificuldades de entendimento e choques culturais, assim como pode manter o nível de amizades e conhecimentos sempre na mesma base, sendo que muita gente só busca conhecer aquilo que mais parece com si próprio, deixando assim de lado a possibilidade de conhecer coisas novas.
As redes sociais nesse aspecto são nada mais nada menos que um novo campo de gerar e alimentar relações e informações que podem tanto ajudar quanto ameaçar as relações reais, outros meios de comunicação e gerar mudanças em muitos aspectos. Mas não é por conta disso que as relações reais e outros formatos de comunicação irão sumir, o que acontece com o surgimento das redes sociais é apenas mais um meio pra gerar a interação, a mistura, a cultura participativa e deixar evidente – para quem tem acesso – de conteúdos criativos e necessários até informações inúteis.
Quem não está conectado hoje em dia muitas vezes perde informações que ocorrem no mundo. Há muita coisa que só se informa através da internet, pois a televisão não mostra tudo ou tem um horário certo de passa-las. Com o uso da internet tudo é mais acelerado, algo que aconteceu a cinco minutos atrás já pode estar disponível para quem queira.
Sendo assim, pode-se ver os dois lados desse formato de comunicação: aquele que pode enfraquecer os laços reais e aquele que permite estar na realidade através de sua forma de passar informações e estabelecer comunicação entre culturas diferentes pela troca de conhecimentos e de mesma cultura pela possibilidade de continuar em contato.
Cabe a cada indivíduo então saber seu papel dentro dessa rede, e como usa-la da melhor maneira, tendo consciência de suas transformações, aspectos negativos para a necessidade humana e também as inúmeras possibilidades de criação e interações que ela proporciona.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Seja bem-vindo ao .entremetáforas

Tento ao máximo relacionar Publicidade com o lado mais "artístico" da coisa. Não consigo resumir isso apenas em um único objetivo: "vender". Quero ir além, não só incentivar ao consumo, mas também encantar, divertir, fazer com que uma publicidade não seja apenas uma publicidade, mas sim algo prazeroso para quem vê, utilizando formas criativas para que isso aconteça. Espero conseguir manter essa visão e realmente atingir objetivos, não apenas chegando até as pessoas, mas sim atingindo-as da melhor maneira possível.