segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O poeta exagerado.

"aquele garoto que ia mudar o mundo, mudar o mundo"


Símbolo de uma geração, um cantor que aos poucos conquistava seu legado dentro do universo musical do Brasil na década de 80, um rebelde exagerado, uma pessoa que colocava toda sua atitude e vida em letras bem construídas e cheias de intensidade, um poeta irreverente, uma força querendo gritar sobre forças, fraquezas dores e amores, esse foi - e ainda é - Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza.
Foi aos poucos que descobriu a paixão pela música como uma maneira de expor suas causas e conflitos. Antes de se tornar o cantor, Cazuza havia tentado fazer várias coisas, trabalhou em gravadoras como a som livre e interessou-se por fotografia e peças teatrais - demonstrando que sua alma desde o principio foi uma alma artística - mas foi cantando que realmente conseguiu descobrir-se. Com suas músicas recheadas de ritmos como blues, baladas e rocks juvenis causou grande impacto. Suas letras cheias de audácias, versos contemplando paixões e a acidez de um tempo mais duro, de solidões, ausências, mostrando as próprias dores que um país inteiro carregava. Teve CDs gravados inicialmente com a banda Barão Vermelho e depois em carreira solo, suas músicas de sucessos foram "Ideologia", "Bete balanço", "Todo o amor que houver nessa vida", "Codinome Beija-flor", "Exagerado", "O tempo não pára" entre outras. Marcando assim como uma figura inesquecível e inconfundível, tanto por sua música quanto por sua personalidade tão a flor da pele.
Misturado com uma dose qualquer de bebida, gritos afinados, amores passageiros e uma vida breve, o que se deve saber é que sua música é eterna e atemporal, pois a verdade contida nelas fazem cada vez mais sentido.
Tornou-se então essa mistura interessante, fixando-se até hoje em dia como o maior poeta do rock nacional, e mais do que isso, tornou-se um ícone da época, e quebrando barreiras ainda alimenta o cenário musical com suas referências.
Morreu em 1990 de AIDS no Rio de Janeiro, mas continua intacto na memória de quem ouve suas músicas e sofre e sorri através de sua voz imortalizada.



Para ter uma ideia de como Cazuza agia e o que o levou a ser o que foi uma boa dica é assistir o filme dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho em 2004: "Cazuza - O tempo não pára", mostrando a trajetória profissional e pessoal de Cazuza (interpretado por Daniel de Oliveira), além de seu comportamente transgressor e sua coragem de continuar e cantar a vida.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Refletindo sobre o virtual



Com base no capítulo “pensar a internet” escrito por Dominique Wolton do livro “A Genealogia do Virtual” (http://revcom.portcom.intercom.org.br/index.php/famecos/article/viewFile/280/213)

e no texto “Comunicação convergente e os mitos da nova tecnologia” escrito por Gustavo Schor (http://webinsider.uol.com.br/2010/08/09/a-comunicacao-convergente-e-os-mitos-da-nova-tecnologia/)

Um mar de conexões invisíveis ligam uma pessoa a outra dentro de um “mundo” chamado virtual, interagindo entre elas e também com uma porção de informações. Mas até que ponto isso é bom? Tendo em vista que o ser humano necessita de relações reais, como o toque, o olhar e a própria conversa presente, a internet pode afastar o prazer de estar junto fisicamente. Enquanto a tecnologia avança e trás cada vez mais as pessoas para o espaço virtual a relação real pode perder força no exato momento em que é necessário usar da imaginação para estabelecer um contato, assim como pode fortalecer exatamente pelo mesmo motivo.
Por um lado, enquanto cria uma forma de liberdade de expressões e facilidade de se expressar, a internet também trás os ruídos de comunicação, que podem gerar grandes dificuldades de entendimento e choques culturais, assim como pode manter o nível de amizades e conhecimentos sempre na mesma base, sendo que muita gente só busca conhecer aquilo que mais parece com si próprio, deixando assim de lado a possibilidade de conhecer coisas novas.
As redes sociais nesse aspecto são nada mais nada menos que um novo campo de gerar e alimentar relações e informações que podem tanto ajudar quanto ameaçar as relações reais, outros meios de comunicação e gerar mudanças em muitos aspectos. Mas não é por conta disso que as relações reais e outros formatos de comunicação irão sumir, o que acontece com o surgimento das redes sociais é apenas mais um meio pra gerar a interação, a mistura, a cultura participativa e deixar evidente – para quem tem acesso – de conteúdos criativos e necessários até informações inúteis.
Quem não está conectado hoje em dia muitas vezes perde informações que ocorrem no mundo. Há muita coisa que só se informa através da internet, pois a televisão não mostra tudo ou tem um horário certo de passa-las. Com o uso da internet tudo é mais acelerado, algo que aconteceu a cinco minutos atrás já pode estar disponível para quem queira.
Sendo assim, pode-se ver os dois lados desse formato de comunicação: aquele que pode enfraquecer os laços reais e aquele que permite estar na realidade através de sua forma de passar informações e estabelecer comunicação entre culturas diferentes pela troca de conhecimentos e de mesma cultura pela possibilidade de continuar em contato.
Cabe a cada indivíduo então saber seu papel dentro dessa rede, e como usa-la da melhor maneira, tendo consciência de suas transformações, aspectos negativos para a necessidade humana e também as inúmeras possibilidades de criação e interações que ela proporciona.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Seja bem-vindo ao .entremetáforas

Tento ao máximo relacionar Publicidade com o lado mais "artístico" da coisa. Não consigo resumir isso apenas em um único objetivo: "vender". Quero ir além, não só incentivar ao consumo, mas também encantar, divertir, fazer com que uma publicidade não seja apenas uma publicidade, mas sim algo prazeroso para quem vê, utilizando formas criativas para que isso aconteça. Espero conseguir manter essa visão e realmente atingir objetivos, não apenas chegando até as pessoas, mas sim atingindo-as da melhor maneira possível.